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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Quanto custa?



Existem, infelizmente, notícias que tornam os meus dias, depois de uma carga horária de aulas na universidade, ainda mais cinzentos. Algo que agradecia que parasse de acontecer, pelo menos até à época de exames acabar.

Surgiu hoje uma notícia que referia que o novo novo DLC lançado no passado dia 30 de Março pela Activision para o seu mais que badalado Modern Warfare 2, tinha batido record's no Live da consola da Microsoft. Até aqui não existe nenhum problema. Call of Duty é sinónimo de multiplayer. Multiplayer esse que é capaz de durar e durar até um próximo título da série, senão ainda mais. O problema está sim, no facto de este tal DLC custar uns significativos 15$.

Pois bem, para quem não está habituado a efectuar as suas compras no estrengeiro e apenas em retalhistas nacionais, este valor pode não significar muito, mas para quem está, hoje em dia podem-se fazer compras notáveis no que toca aos videojogos, com apenas 15€. Depois de ter tido o conhecimento deste acontecimento rendi-me ao facto de descobrir que estamos perante um panorama onde seja qual for o preço que uma produtora nos imponha, mesmo que ele seja o mais absurdo possível, o jogador compra. Produtoras como a Activision que têm em seu poder um dos títulos com mais quota de mercado, consegue hoje em dia, sem muito trabalho ou mesmo grandes injecções de capitais no seu produto, obter lucros desmedidos com um simples pack de novos mapas para o seu jogo.

Em suma, obtemos uma imagem um pouco negra do que se passa na actualidade. Estamos a dar por nós a sermos comprados por um simples "chupa-chupa", sem nos apercebermos disso e sem lutarmos contra tal facto. Pois seja qual for o produto de cultura que nos venha dar prazer de usufruir, nós consumidores, temos também que nos saber impôr perante aqueles que acham que fazem o seu "preço justo". Para isso, precisam de se tomar certas medidas menos ortodoxas, para que em tempos futuros consigamos pagar aquilo que relamente é justo, aquilo que qualquer consumidor ficaria agradavelmente satisfeito por ter comprado - mesmo que isso seja apenas um sonho.

São notícias deste género que mostram que nos dias que correm, qualquer pessoa tem o seu preço. Podem ser apenas 15$ agora, mas daqui a uns começamos ainda a ver qualquer empresa de videojogos a cobrar 20$ e afins por um simples DLC. E essa, é uma realidade à qual pretendo escapar.

domingo, 7 de março de 2010

Call of Duty: Modern Warfare 2 (PS3)



O mote foi lançado quando a maioria dos jogadores, das três principais plataformas – PC, PS3 e XBOX360, se aperceberam que Call of Duty 4: Modern Warfare tinha na realidade um dos, senão o melhor modo multiplayer – ou pelo menos o mais viciante, que se encontrava no mercado. Era também na altura o mais jogado, principalmente na consola da Microsoft, durante muitos meses seguidos. O single-player, apesar de inferior e menos importante conseguia também em algumas situações tornar-se uma avalanche de emoções e em muitos casos ser totalmente recompensador em certas missões. No entanto, depois de um mais brando World At War, a Infinity Ward pegou mais uma vez nas rédeas e traz-nos a sequência, Modern Warfare 2 foi o maior lançamento do ano que passou.

Trouxe novidades, novos modos, melhoramentos e refinamentos em alguns aspectos em que o primeiro jogo oscilava. O single-player continua com uma longevidade curta, dentre 5-6 horas de jogo na dificuldade intermédia. As missões são variadas e é aqui que reside o maior problema da campanha individual de Modern Warfare 2: a disparidade entre missões. Enquanto umas conseguem pôr o nosso coração a palpitar devido a uma intensidade muito elevada, outras não passam de incumbências onde o simples objectivo é ir de ponto A a B, com pouca relevância para a história e sem notoriedade maior. Apesar disso o desafio é imenso se decidirmos avançar para um dificuldade como Veteran, onde vamos ser verdadeiramente testados pelas nossas capacidades.


No ecrã presenciamos uma enchente de acções, explosões, tiros e inimigos. Por um lado, transmite o que é estar em estado de guerra, mas por outro lado torna-se difícil compreender o que se passa à nossa volta, e que num preciso momento é apenas necessário correr e rezar para que cheguemos ao próximo checkpoint com vida. Esta atitude leva-nos possivelmente a perder algumas sequências importantes da acção in-game. A Infinity Ward esmerou-se em algumas sequências de jogo e principalmente nos ambientes e locais apresentados, como o caso das favelas no Rio de Janeiro – capaz de ser das missões mais explosivas de todo o jogo. Destaque também ele interessante para as falas em brasileiro que vamos ouvindo dos nossos inimigos.
Como foi supratranscrito, os campos de batalha estão detalhados cuidadosamente e recriados ao mais pequeno pormenor, de modo a parecerem o mais real possível. Concluímos assim que o aspecto gráfico do jogo foi melhorado para melhor em comparação com Modern Warfare. Desde as personagens aos cenários por onde passamos.



A jogabilidade do primeiro Call of Duty foi sempre muito elogiada. Trata-se de controlos simples e leves, onde os jogadores têm facilidade em habituar-se. Esta continua intacta para nosso bem, contribuindo cada vez mais para um fluir natural da acção de jogo, sem interrupções ou preocupações maiores. A IA dos nossos adversários foi também ela refinada, mas não atingindo ainda pontos de maior dificuldade, destreza, e neste caso, inteligência como se notou em outros FPS’s como Killzone, por exemplo. No campo do som, Call of Duty continua a melhorar, principalmente perante explosões, granadas e tiros.
Uma das grandes novidades por que a Infinity Ward ansiava mostrar era o novo modo Co-Op, onde vamos ter que realizar diversos objectivos, sozinhos ou com um amigo. Algo que alarga a longevidade do jogo em muitas horas e diversão. Por fim, depois de conhecermos todas as surpresas que a nova história tem para contar, de acabarmos todos os objectivos e ganharmos todas as estrelas do modo cooperativo, passamos finalmente para o que Call of Duty foi feito: o modo multiplayer.
Melhorado, alargado, continuadamente viciante e igualmente divertido. O modo para vários jogadores de Modern Warfare 2 é tudo isto, senão muito mais. E é por isso que o jogo vendeu o que vendeu. Cada vez mais nos dias de hoje os jogadores dão prioridade a jogos que primam por uma vertente online competente e sem falhas. E neste aspecto, Call of Duty: Modern Warfare 2 é quase certo.
Agora vamos passar muito mais horas agarrados a este modo de jogo. Temos mais Challenges para se completarem; um arsenal de armas mais vasto e um conjunto de perks sempre imprescindíveis prontos a serem experimentados; um grupo de mapas com proporções ideais; os já famosos modos de jogo; redobradas killstreaks que nos fazem querer chegar mais longe e um apoio de servidores dedicados bem mais competente que o anterior jogo da série. Tudo isto faz com que o Multiplayer da série se torne perto do perfeito.
Tem tudo aquilo que um jogador necessita: diversão, variedade, competência no que se prometeu a apresentar. Sem esquecer o que o passado melhor preservou e ofereceu, transformou-se no que o futuro mais gosta. Call of Duty torna o seu online num ponto a ser seguido por muitas outras empresas do género – e não só.


Modern Warfare 2 foi o jogo online do ano que passou. E para além do esplendor que apresentou nessa vertente, tentou ainda ganhar pontos num single-player explosivo e palpitante, apesar de algumas falhas. E assim, cá esperamos por mais um jogo da IW, apesar de ficarmos também impacientes por um verdadeiro melhoramento e empenho na vertente para um só jogador – mesmo que esse não seja nem o objectivo da produtora nem do videojogo em si. Não se inova, mas renova as suas fórmulas de sucesso mais intrínsecas de modo a oferecer o seu melhor trunfo: o online e toda a diversão que nele estão representados.

9/10